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Fluminense 0x2 Cruzeiro: Despedida amarga de Arias escancara as carências do time

 





Foto: Reprodução Cruzeiro
Por: George Harrison


 



O apito final no Maracanã decretou o que muitos já pressentiam: o Fluminense vive uma crise técnica, tática e de planejamento. A derrota por 2 a 0 para o Cruzeiro foi o retrato fiel de um time limitado, desorganizado e que, mesmo com posse de bola e alguma pressão no segundo tempo, não mostrou capacidade de reação real.

Foi a despedida de Arias — mas uma despedida melancólica. Nem ele, nem ninguém do elenco, conseguiu dar à torcida um alento. O primeiro tempo foi marcado por duas falhas defensivas grosseiras. No segundo, o Fluminense empurrou, tentou, bateu na trave, finalizou 21 vezes... e nada. Podia jogar até o dia seguinte que o gol não sairia.

E por que não saiu? Porque a falta de criatividade reina. Faltam ideias, faltam soluções no terço final, e, acima de tudo, falta qualidade técnica. É isso. O problema do Fluminense não é esforço, é limitação.

Não adianta vir com discurso de que “dominou o segundo tempo”. Pressão sem efetividade é ilusão. Foi o famoso "amasso inofensivo", sem contundência. O Cruzeiro, por outro lado, foi objetivo, frio, soube jogar — segurou o resultado com maturidade e mereceu vencer. Aprendeu a jogar novamente. Já o Fluminense parece ter esquecido.

O torcedor não quer saber de semi de Mundial, de dinheiro que entrou ou de gratidão eterna. O torcedor quer futebol bem jogado. Quer ver seu time ganhar. E hoje, o que se viu, foi um Fluminense completamente desorganizado e sem alternativa.

E aí fica o questionamento: até quando o clube vai aceitar esse modelo de contratações duvidosas sem cobrança? Soteldo, Canobbio, Everaldo... onde esses jogadores deram certo? Por que tanto assalto aos cofres do clube sem ninguém bater de frente?

Hoje ficou claro que o Fluminense precisa de um zagueiro pela esquerda, um meia armador, um ponta esquerda, um centroavante de verdade e, urgentemente, um substituto para Arias. E isso é só pra começar.

A camisa 9 não pode mais pesar nos ombros de quem não tem nível pra vesti-la. Everaldo, por exemplo, não tem condições. O time parece desengonçado, perdido, sem alma. A derrota de hoje não pode ser esquecida — tem que ser encarada como lição.

O Fluminense precisa mudar. Rápido. Antes que a temporada se torne um completo desperdício.

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