Na noite desta quarta-feira, o Flamengo recebeu o Atlético-MG no Maracanã pelas oitavas de final da Copa do Brasil e saiu derrotado por 1 a 0. O placar magro engana quem não assistiu ao jogo: a atuação do Mengão oscilou entre o desinteresse e a falta de foco, com direito a uma falha grotesca na saída de bola que resultou no único gol da partida.
A torcida rubro-negra, que lotou o Maracanã com mais de 60 mil presentes, saiu frustrada não apenas pelo resultado, mas pela postura. O erro decisivo partiu dos pés de Léo Pereira, que tentou sair jogando com classe dentro da área — num lance que exigia chutão ou seriedade. O Atlético-MG, que não fazia um jogo brilhante, soube aproveitar o presente e matar o jogo.
Além da derrota em campo, chama atenção a política interna do Flamengo. A impressão é de que a diretoria e comissão técnica minimizaram a importância da Copa do Brasil, poupando peças e tratando o confronto como um teste. A desculpa de que “não dá pra abraçar o mundo” não cola para um elenco tão caro e qualificado. Aqui é Flamengo, todos os campeonatos devem ser prioridade.
Por outro lado, a noite serviu como cartão de visita para os novos reforços. Samuel Lino fez uma estreia de encher os olhos: dribles, movimentação, intensidade e um gol anulado por detalhe. Emerson Royal também quase deixou o seu e Saúl entrou bem no final. Há sinais positivos para a sequência.
Agora, a missão é dura, mas possível: vencer fora de casa, na Arena MRV, para garantir a vaga. O Flamengo tem time, camisa e elenco para isso — mas precisa levar o jogo a sério. O torcedor quer ver sangue nos olhos, não amistoso em mata-mata.
Semana que vem, a resposta tem que vir em campo.

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